Wow – Nascimento da Horda

Publicado: 13/11/2009 em Utilidades
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A história da Horda surge de uma organização que durou várias décadas e que tomou várias formas. Nos anos iniciais da Horda, ela existia como uma feroz máquina de guerra abastecida com energia demoníaca. No passado a Horda era formada principalmente de Orcs, mas também de Trolls da Floresta, Ogros, Goblins e Death Knights Undeads. Ela foi criada através da manipulação da Burning Legion, em particular, de Kil’jaeden o Enganador, para agir como um pupilo para seu mestre demônio e agir sem questionamentos. Nos tempos modernos, ela ficou relativamente pacífica e agora é formada por Orcs, pelos Trolls Darkspear, Taurens, Forsakens, Blood Elves, pelos Ogros Stonemaul e finalmente pelos Goblins de Kezan.

A maior vitória militar da Horda foi a destruição do Reino de Azeroth na Primeira Guerra. Eles foram derrotados na Segunda Guerra, ficando com seus Orcs sobreviventes presos em campos de concentração, e seus aliados indo para caminhos diferentes. A liberação dos Orcs desses campos e com a eventual libertação do controle demoníaco, marcou o início da Horda moderna.

Sumario
1. O Nascimento da Horda
2. Primeira Guerra
3. Segunda Guerra
4. Anos de Concentração
5. Terceira Guerra
6. Anos Recentes

Nascimento da Horda

Os pacíficos clãs de Orcs de Draenor, foram transformados na feroz Horda, através de maquinações da Burning Legion que queriam destruir os draeneis.

A história da Horda começa em Hellfire, quando o shaman Ner’zhul foi

Kil’jaeden e Ner’zul
Kil’jaeden e Ner’zhul

contactado por um ser de outro plano chamado Kil’jaeden. Ner’zhul foi enganado (igual os elfos da noite) em acreditar que Kil’jaeden era um espírito. Apesar de ter dedicado muito de sua vida ao balanceamento e a natureza, Ner’zhul foi ludibriado pelas tentações de poder do demônio e foi convencido de abandonar seus ensinamentos em favor de um novo caminho: o dos warlocks. As consequências foram terríveis. Assim que aprendeu o básico da manipulação dessa nova mágica infernal, sua fama cresceu. Outros logo abandonaram os caminhos antigos para seguirem esse novo caminho, um caminho bem mais rápido para a manipulação do mundo natural.

Levou muitos anos para Ner’zhul perceber seu erro. Nessa época ele já tinha convencido muitos a seguirem esse caminho negro, e os orcs travavam uma guerra contra os draeneis. Ner’zhul ajudou nos primeiros esforços para unir a Horda em uma unidade colaborativa, mas quando ele viu o que sua raça tinha se tornado – e o que ela ainda iria se tornar – ele rejeitou Kil’jaeden. Se negou a convencer os orcs a beber sangue de demônios. Kil’jaeden, furioso, encontrou um novo peão em Gul’dan, um dos aprendizes mais fortes de Ner’zhul, que não compartilhava de nenhuma honra ou compaixão de seu mestre. Onde Ner’zhul tinha ficado com um pé atrás por um sentimento de desconfiança e culpa, Gul’dan foi ambicioso e ganancioso, e isso permitiu que ele crescesse e ficasse ainda mais poderoso e cruel que seu mestre. Ele virou o instrumento de destruição de Kil’jaeden em Draenor, levando a recém formada Horda a um nível de brutalidade nunca vista nem prevista antes, concebida pela raça Orc. Ele não teve o remorso de Ner’zhul, e convenceu outros orcs a beberem o sangue do pit lord demônio, Mannoroth o Destruídor, que irreversivelmente contaminava os orcs que o consumia.

Os Orcs, tradicionais “pais” da Horda, dizimaram as poucas criaturas diferentes deles no mundo e começaram a lutar entre si; neste ponto, a única raça que eles poderiam chamar de aliados eram os ogros. Neste ponto, só existiam os ogros de uma-cabeça – fortes, guerreiros de mentes simples que serviram pouco mais do que como tanques de guerras para os Orcs, quando eles assaltavam e conquistavam.

Com a raiva fortalecida pelo sangue demoníaco, os orcs facilmente superaram os draeneis. Os seguidos assassinatos uniram os orcs sobre um manto único pela primeira vez; e assim, a Horda nascia. Gul’dan continuou a influenciar a Horda pelas linhas de lado, mas ele ainda queria mais poder e influência. Para esse fim, com a ajuda de Kil’jaeden, ele fundou o pavoroso Shadow Council (Conselho das Sombras). O Shadow Council foi uma coleção dos mais perigosos warlocks que a Horda poderia oferecer. Unidos, esses warlocks viram que era fácil enganar os Orcs da Horda – tanto peões como líderes. A grandiosa superioridade da Horda nunca nem mesmo soube da existência do Shadow Council, e o segredo de sua existência foi a maior força do Council.

Gul’dan, líder do Shadow Council
Gul’dan, líder do Shadow Council

Kil’jaeden, agora satisfeito com os orcs, cortou todo o contato que tinha com eles e Gul’dan. Sem inimigos significantes para lutar, os Orcs voltaram-se um contra os outros. Gul’dan percebeu que a menos que ele encontrasse um novo inimigo para a Horda, ela seria consumida por ela própria. Logo depois disso, Gul’dan foi contactado por um poderoso ser conhecido como Medivh, um mago humano possuído, oferecendo um mundo chamado Azeroth que já estava pronto para a colheita. Medivh até criou um Dark Portal (Portal Negro) conectando os dois mundos. Gul’dan controlou os Orcs para que eles trouxessem seus exércitos, a agora massiva-Horda, para o portal. A construção e uso do primeiro Dark Portal marcou o início da invasão da Horda em Azeroth, e esse é também o início da Primeira Guerra.

Alguns historiadores tem registros que Blackhand teria sido eleito o Warchief da Horda nessa época, mas o verdadeiro poder estava nas mãos de Gul’dan e do seu Shadow Council. Outros historiadores dizem que ele se tornou Warchief após passar pelo Dark Portal.

Os Forsakens não existiam nessa época, e os meio-ogros nem sequer eram conhecidos. Antes da chegada da Horda em Kalimdor, os nômades Taurens lutavam em uma guerra virtual eterna contra os centauros, vivendo seu dia-a-dia de campo em campo. Mais shamans ainda que os Orcs antes da corrupção, os Taurens reverenciavam a natureza; esse fato permitia que eles mantivessem um certo nível de paz com os elfos da noite, que raramente apareciam. Os elfos da noite e os taurens sabiam um da existência do outro, mas simplesmente mantinham distância um dos outros sem guerra ou comércio. Os trolls, no entanto, não eram tão amáveis com os elfos da noite, assim como ainda não são. Os trolls da floresta da parte norte de Azeroth, liderados pelo poderoso Zul’jin, gastavam muito de sua vida atacando so elfos de Quel’Thalas. Uma vez, esses trolls atacaram os elfos diretamente, mas a força combinada dos elfos e dos humanos deixou os trolls da floresta com uma mera fração de sua força e poder. Os Trolls da tribo Darkspear, viviam em nas Brokens Isles, uma ilha perto do Maelstrom, praticando sua antiga variedade de vudu canibalístico e xamanismo corrompido. A tribo dos Darkspear tinham poucos inimigos; eles lutavam com murlocs em certas ocasiões e talvez contra um elfo da noite aqui e ali, mas no geral esses trolls eram bem reclusos e tinham muito pouco contato com o resto do mundo.

Primeira Guerra

Nessa época, uma grande parte dos orcs estavam corrompidos pelos demônios e estavam sobre o domínio de garona2Kil’jaeden e seus seguidores. Isso é para não dizer que não tinham orcs corrompidos nessa época; muitos heróis da Primeira Guerra rejeitaram qualquer contato com os demônios, ou eram inteiramente ignorantes de sua existência. Os primeiros ataques bem sucedidos contra os humanos, levaram os orcs a um falso senso de superioridade. Os orcs, uma raça guerreira, esperava que todo assentamento de humanos estivesse bem armado, mas tudo que encontraram em seus ataques iniciais, foram fazendeiros, o que acabou convencendo eles de que todos os humanos eram meros fazendeiros que mal conseguiam segurar um machado. Acreditando que já estavam com a vitória na mão, os orcs avançaram contra Stormwind sob ordens de Gul’dan, que acreditava que se tomasse Stormwind, Medivh lhe diria a localização da Tumba de Sargeras.

Mas Stormwind provou ser uma parada dura para a Horda. Os soldados que guardavam a entrada da cidade foram quem mostrou as primeiras lutas para os Orcs, mas eles ainda conseguiram atravessar os portões da cidade. Quando eles perceberam que aquele grupo de resistência mínima era só uma isca, já era tarde demais. Uma cavalaria armada desorganizou o grupo da Horda atacando pelos flancos, esmagando guerreiros com os cascos de suas montarias (criaturas até então desconhecidas para os Orcs) e derrubando até os mais fortes orcs, com suas lanças e espadas. Os orcs aprenderam a chamar esses guerreiros montados de cavaleiros e amaldiçoaram o mundo que tirou, pela primeira vez na história, uma vitória deles. Envergonhados, os orcs recuaram, cercados por esses cavaleiros a cada passo que davam. Gul’dan cobriu os últimos passos da fuga dos orcs com uma parede de fumaça impenetrável; essa simples magia pode ter salvo a Horda de uma completa destruição.

Furiosos, os warchiefs culpavam um ao outro pela falha, e o restante da horda estava ameaçada de quebrar por completo. Gul’dan sabia que precisava agir rapidamente para salvar o que pudesse; para isso, ele convenceu o Shadow Council (Conselho das Sombras) a fazer algo de que nunca tinham ouvido. Blackhand, o Destruidor, foi nomeado Warchief da Horda, ele iria liderar toda a raça orc, e não só seu (formidável) clã. Muitos desafiaram o poderoso Blackhand nesses dias, mas todos foram derrotados, seja pelos próprios poderes de Blackhand seja pelas forças ocultas de Gul’dan. Outro personagem importante apareceu nessa época, Garona, a agora lendária meia-orc assassina. Garona foi uma serva leal de Gul’dan, ordenada a escrever a guerra em história; os poderosos guerreiros orcs davam muito pouco valor em ler e escrever, e os warlocks tinham muito pouco interesse em gastar seu tempo criando histórias.

Os humanos ainda mostraram ter muito mais truques para seus inimigos, o arque-mago de Kirin Tor e os clérigos de Northshire deram muito suporte mágico aos exércitos dos humanos. Parece que o ataque catastrófico em Stormwind pode ter tido um custo muito alto para os orcs, mas em um momento chave nas batalhas, o poderoso Lorde Anduin Lothar desapareceu. Com o sumiço de Lothar, as forças humanas ficaram com uma liderança muito inferior e regressaram para dentro das muralhas de Stormwind. Anduin voltou para ficar por pouco tempo, destraindo os orcs rapidamente, antes de desaparecer novamente. Mais tarde soube-se que ele estava procurando pelo Tome of Lost Divinity (Tomo da Divindade Perdida) em Deadmines, mas a sua segunda partida foi de maior importância. Com a ajuda de Garona e do aprendiz de mago Khadgar, Lothar matou seu amigo de longa data, o traidor Medivh, em sua torre. Gul’dan tentava roubar o segredo da Tumba de Sargeras da mente de Medivh, mas uma reação psíquica traumatizou Gul’dan quando Medivh morreu.

Ao mesmo tempo, Garona se infiltrou em Stormwind, onde ela assassinou o poderoso Rei Llane Wrynn antes que doomhammerLothar retornasse. Com o rei morto, e a moral baixa, Stormwind caiu junto. Lothar só chegou a tempo de pegar as forças sobreviventes e levá-las para norte; os orcs haviam ganho a Primeira Guerra. Mas a vitória custou muito caro aos orcs; enquanto Gul’dan estava em coma, Orgrim Doomhammer ganhou o título de Backstabber (algo como Assassino traiçoeiro) ao matar Blackhand e tomar o manto de Warchief da Horda. Enquanto Orgrim mantinha sua lealdade com os orcs, ele descobriu a existência do Shadow Council e a verdade sobre as manipulações por trás de Blackhand. Doomhammer então liderou um ataque surpresa à fortaleza onde o Shadow Council residia, e assassinou quase todos os warlocks. Gul’dan acordou com uma espada em seu pescoço e foi forçado a jurar fidelidade à Doomhammer, sussurrando promessas de vinganças em sua respiração.

Segunda Guerra
Com o fim da primeira guerra, os humanos avançavam para o norte, os Orcs não perderam tempo e seguiram os Humanos, conquistando vários territórios nessa viagem. Nessa época, os trolls das florestas que já odiavam os humanos e os elfos de longa data, não quiseram se unir a Horda, até que Zul’jin, líder dos trolls, foi capturado pelos humanos de Hillsbrad e resgatado por Doomhammer. Com trolls, ogros e orcs lutando juntos, os goblins não levaram muito tempo para perceber que ali teriam uma fonte de renda. E assim começa a Segunda Guerra.

Gul’dan ficou enfurecido com a destruição de seu conselho, mas não encontrou dificuldades em treinar novos warlocks. Kil’jaeden voltou a agir ensinando coisas novas para Gul’dan, entre elas, como conseguir comandar os mortos. Gul’dan também aprendeu a se separar de sua consciência e usar ela para entrar na Great Dark Beyond (Grande Escuridão do Além), e encontrou as almas de seus warlocks seguidores esperando por um novo corpo. Suas primeiras tentativas de ressuscitar eles e levantar os mortos falharam, a carne de seus necrolytes e warlocks aprendizes eram muito fracas para suportar esses warlocks ancientais. Quando a Horda atacou com grandes quantidades Caer Darrow, eles foram repelidos por um tempo por um artefato, uma poderosa runestone, encantada com uma antiga mágica de origens desconhecidas. Gul’dan cobiçou esse artefato e cortou ele em grandes placas que usou para construir seu primeiro Altar of Storms.
Teron Gorefiend, primeiro DK de Azeroth

Teron Gorefiend, primeiro DK de Azeroth

Gul’dan convocou vários de seus súditos para o altar, sacrificando muitos deles em rituais negros para conseguir ter sucesso. Seus esforços não foram em vão. Gul’dan fez seus primeiros experimentos com os vivos e usou a mágica da runestone para criar uma nova linhagem de warlocks que não cairiam tão facilmente para as espadas de Doomhammer: os Ogros Magos (Ogre Magi). Cho’gall, o primeiro desses ogros, era fanaticamente leal a Gul’dan. Juntos, os dois criaram vários novos ogros magos e se prepararam para o próximo passo de seu plano.

Doomhammer, tendo traído seu próprio mestre, levantava a suspeita de muitos. Gul’dan convenceu ele que Rend e Maim, filhos de Blackhand, queriam se voltar contra ele. Doomhammer separou as legiões de Rend e Maim e dispersou eles para salvar a si próprio, mas isso enfraqueceu a cavalaria da Horda. Gul’dan, é claro, tinha a solução – ele iria criar um exército de cavaleiros morto-vivos, leal somente a Doomhammer. Esse conceito agradou o warchief, mesmo não acreditando inteiramente no warlock, e com boa razão. Porém, essa situação deu bastante tempo para Gul’dan, e enquanto seus experimentos iniciais com Cho’gall falharam, os dois juntaram orcs e ogros com eles, formando os clãs Stormreaver e Twillight’s Hammer.

O tempo foi passando e Orgrim começou a exigir resultados, Gul’dan, que ainda não estava preparado para uma guerra contra o warchief, procurou desesperadamente por uma solução. Ele percebeu que até agora só tinha trabalhado com corpos de sua tropa terrestre, ele precisava treinar cavaleiros, com corpos preparados para o combate montado. Em um reflexo de genialidade insana, ele colocou o espírito de um de seus antigos companheiros, Teron Gorefiend, no corpo de um poderoso cavaleiro humano. Para sua surpresa, Gorefiend tomou controle do corpo e, talvez o mais importante, ainda provou ser capaz de usar magias negras mesmo com o espírito preso na carcaça de ossos. E com isso, o primeiro Death Knight havia nascido.

Mas mesmo com Death Knights e Ogros Magos, a Horda sofreu muitas derrotas no início da Segunda Guerra, isso se deu principalmente por um poderoso grupo recém formado na Aliança, os Knights of the Silver Hand (Cavaleiros da Mão de Prata), mas ainda mais por outro motivo: a Aliança tinha suporte aéreo. Os poderosos anões Wildhammer, de Aerie Peak, lançavam raios dos céus direto nas forças da Horda, que nada podiam fazer para revidar. Os veteranos da guerra sabiam que a Horda precisava desesperadamente de suas próprias feras para controlar o espaço aéreo, mas a Horda não encontrava nada para suprir essa necessidade.

Foi então que um chefe orc, o xamã Zuluhed, através de recursos misteriosos, descobriu um talismã misterioso dito ser capaz de maravilhas espetaculares. O único problema era que esse talismã não respondia às magias xamanísticas de Zuluhed, não importasse quanto esforço ele fizesse. Isso fez com que Zuluhed procurasse o único warlock por quem ele tinha algum resquício de confiança, um guerreiro leal ao clã Dragonmaw, Nekros. Com isso Nekros herdou a Demon Soul. Com esse objeto, o orc pode ter controle de grandes poderes mágicos – mas o verdadeiro segredo da Demon Soul, era poder controlar os dragões.

A Poderosa Rainha do Dragonflight Vermelho Alexstrasza

A Poderosa Rainha do Dragonflight Vermelho Alexstrasza

Com esse poder, Nekros consegui dominar até mesmo a poderosa Alexstrasza, a Rainha Dragoa. Com ela presa em Grim Batol, Nekros forçou ela a produzir um exército para servir como cavalaria aérea para a Horda. O Dragonflight vermelho serviu então à Horda, sabendo que sua rainha seria destruída se não o fizessem, e poucos foram os que resistiram ou escaparam da Horda. Zuluhed o Exausto, foi quem ganhou o crédito pela vitória de Nekros, e seu clã Dragonmaw liderou os vermelhos para à guerra.

Com os dragões do lado da horda, a Segunda Guerra continuou próxima a um empate, mas de alguma forma os Knights of the Silver Hand e seus aliados, conseguiram invadir a citadela de Blackrock Spire, liderados por ninguém mais, ninguém menos que Anduin Lothar. Nessa invasão, Lothar foi separado de sua tropa principal, talvez na maior batalha de todos os tempos de Azeroth. No meio daquele caos, ele lutou com Orgrim Doomhammer – alguns dizem que sozinho, enquanto outros juram que ele foi pego em uma emboscada e morto por um grupo. Independente disso, sua espada caiu com sua mão morta, apesar dela não ter ficado fria por muito tempo. Um dos tenentes de Lothar, Turalyon, tomou frente e gritou “Por Lothar!” que se espalhou pela tropa da aliança uma enorme motivação, enquanto encheu de medo os corações até dos mais poderosos Orcs. O ataque desenfreado de Turalyon empurrou a Horda mais e mais, forçando todos eles a voltarem pelo Dark Portal.

Em algum lugar, mais ou menos nessa época, o chefe do Clã Frostwolf, Durotan, descobriu a verdade sobre Gul’dan e seus contatos com os demônios. Ele se voltou contra Gul’dan e a Horda baniu seu clã para as montanhas geladas de Alterac Mountain como punição. Pouco depois, ele conseguiu mais informações e provas e levou elas até Orgrim Doomhammer. Ele explicou para Doomhammer a verdade sobre Kil’jaeden, e Doomhammer acreditou nele e mandou Durotan voltar com suas tropas alguns dias mais tarde, enquanto ele pensava no que fazer. No entanto, um dos guardas traíu eles, chamou assassinos que mataram Durotan e sua esposa, deixando somente seu filho pequeno vivo. O Lorde Aedelas Blackmoore, um homem inteligente, encontrou o bebê na floresta e levou o orc como escravo, nomeando ele como “Thrall” (Servo na língua dos humanos).

No Dark Portal, os orcs não davam o braço a torcer, com Doomhammer rejeitando passar de volta pelo portal. Enquanto a batalha corria ferozmente, Khadgar, um aprendiz do Medivh e agora Arquemago de Nethergarde, começou a pronunciar uma das magias mais destrutivas desde os tempos de Aegwynn. Milhares morreram nesse dia, quando uma luz apareceu no céu em cima do portal, e humanos e orcs pararam por um momento para assistir maravilhados com aquilo. O pilar de luz que Khadgar criou destruiu o portal, derrubando o enorme portal junto com a moral dos orcs. Kilrogg Deadeye do clã Bleeding Hollow liderou uma fuga, todos os outros foram capturados pela Aliança, incluíndo o warchief Orgrim Doomhammer. Mais tarde até Kilrogg Deadeye foi capturado e preso em campo de concentração.

E assim acaba a Segunda Guerra, marcada pelo surgimento dos Death Knights, pelos combates aéreos, pela poderosa sociedade dos Cavaleiros da Mão de Prata e pelas inúmeras situações de traição da Horda. Na próxima semana confira como se portou o mundo durante os Anos de Concentração.

Anos de Concentração
A história da Horda está ficando cada vez mais interessante e neste ponto é realmente curioso saber como a Horda acabou ficando como é nos dias de hoje. E estamos quase chegando lá! Muitos eventos aconteceram durante os Anos de Concentração, entre eles o surgimento do Lich King.

Enquanto os humanos perseguiam o grupo restante de Kilrogg, Gul’dan liderou o resto de seu clã até a Tumba de Sargera, não querendo mais esperar para chamar seu deus. Ali, ele liberou os demônios de dentro da tumba e uma poderosa batalha aconteceu, resultando na morte de Gul’dan. Não se sabe ao certo qual demônio tomou a vida do warlock, mas somente alguns de seu clã que sobreviveram para contar a história. Gul’dan nunca encontrou o Olho de Sargeras, o mundo teria se destruído se isso acontecesse.

Kilrogg Deadeye, o último orc herói da Segunda Guerra, liderou seu povo para outro portal para Draenor. Os orcs coletaram vários artefatos para sumonar o portal para sua fuga. A Aliança, com medo que a Horda retornasse mais tarde em grande número, enviou alguns de seus mais bravos heróis para seguir Kilrogg pelo portal. Com a Aliança em seu encalço o Clã Bleeding Hollow (Buraco Sangrento) reuniu com os orcs que ficaram em Darenor, e estes os abraçaram para uma nova batalha.

Kilrogg descobriu que os orcs de Draenor estavam sobre controle de Ner’zhul, o antigo shaman que rejeito Kil’jaeden. Muitos clãs antigos ainda eram fortes em Draenor, e os humanos se viram em desvantagem numérica. Ner’zhul foi rápido em colocar a experiência de Kilrogg em bom uso, e eles coordenaram as melhores táticas possíveis para derrotar os humanos.

A luta em Draenor não havia tido tempo de acabar e Ner’zhul já havia feito uma decisão inesperada que iria mudar o curso da história. O xamã não achava mais que Azeroth ou Draenor eram boas o suficiente para seu povo, então ele usou seu imenso poder para abrir um outro portal, e outro, e outro, e mais outro… cada um para um mundo diferente… cada um que destruía cada vez mais Draenor. Ele não percebeu que Draenor não podia aguentar todos aqueles portais de uma vez. O mundo então começou a partir no meio.

Khadgar e os humanos que seguiram os orcs pelo portal acharam que era até vantajoso de início, até que perceberam que se Draenor explodisse, a explosão poderia passar pelo portal e atingir Azeroth. Os humanos então montaram um acampamento no último portal de volta para Azeroth e defenderam ele com suas vidas – não para proteger o portal, mas para defender Khadgar enquanto ele preparava uma magia para destroir ele. Quase todos os humanos foram mortos quando os orcs atacaram com todo seu poderio os pequeno grupo, mas suas vidas deram tempo suficiente pro arquimago tempo suficiente para terminar a magia e destruir o portal. Sem nenhum mundo conhecido para voltar, orcs e humanos fugiram para um portal qualquer, alguns falharam e morreram na explosão que queimou Draenor. O que restou da terra natal dos orcs, foi só um continente arrasado, formado por pedras vermelhas flutuantes no Twisting Nether, com somente algumas espécies sobreviventes – a maioria delas horrivelmente modificadas. Em uma das passagens pelo portal, Kil’jaeden capturou Ner’zhul, que teve sua forma mortal destruída e seu espírito foi transformado no espectro de Lich King.

Muitos orcs conseguiram passar pelo portal para Azeroth antes mesmo que o grupo de Khadgar definisse o perímetro defensivo, entre eles estava Grom Hellscream, que trouxe grande parte do clã Warsong (Canto de Guerra) pelo portal. O clã Warsong virou um incômodo para os humanos, que haviam colocado a maioria dos orcs restantes em campos de concentração ao invés de simplismente matá-los.

Enquanto isso, a família de um dos servos do Lorde Aedelas Blackmoore cuidou de Thrall pelos primeiros anos de suas Hellscream 2vidas. Esses anos transitórios foram mais amáveis para Thrall do que seriam os próximos, a jovem filha dos servos criou uma amizade com ele e começou a tratá-lo como um irmão mais novo. Seu nome era Taretha, e ela era a coisa mais perto de família que Thrall já tinha tido. Infelizmente, Thrall foi separado da família de servos assim que já era velho o suficiente para começar seu treino escola, e até mesmo isso foi rápido, ele precisava aprender o básico de como ler antes de seu treinamento militar. No início, Blackmoore queria usar Thrall como um gladiador, mas mais tarde ele criou um plano muito mais maligno que tinha como objetivo ter o controle sobre a Aliança.

Enquanto o jovem Thrall treinava, Grom Hellscream lutava em sua guerrilha e Doomhammer escapava de Terenas Menethil II. De início, Doomhammer não se uniu aos clãs rebeldes, ao invés disso, virou um eremita e gastou seus dias em contemplação. Muitos guerreiros não estavam dispostos a abandonar a luta, mas também não tinham a força para reunir os fragmentos da Horda. As partidas de Thrall ficaram cada vez mais brutais, até que um dia sua “irmã” ajudou ele a escapar.

Inicialmente ele procurou os campos de concentração, sendo capturado. Observando eles de dentro ele descobriu que seria muito simples escapar. Os orcs tinham caído em um estado deplorável de apatia, poucos resistiam à prisão. Thrall investigou e com o tempo descobriu o lendário Grom Hellscream. Depois de provar sua lealdade à Grom, Thrall aprendeu que os orcs estavam em desvantagem, eles só haviam crescido por causa das mágicas dos demônios escritos por Gul’dan e seus servos. Grom também contou a Thrall sobre o verdadeiro clã de Thrall, os Frostwolves.

Nessa empreitada Thrall quase morreu de frio, e todos do clã ficaram surpresos ao estarem reunidos com seu chefe. Os Frostwolves, agora liderados pelo xamã Drek’Thar, testou Thrall antes dele ser aceito no clã. Depois de provar, Thrall treinou como xamã.

Um dia, um guerreiro encapuzado vagou pelo campo e os Frostwolves deram hospitalidade para ele. Thrall não gostou e achou que o guerreiro estava insultado ele e seu clã e o desafiou o viajante. Os orcs ficaram surpresos ao verem o rosto do viajante quando este tirou o capuz e revelou sua enorme maça de prata negra, mas isso não abalou Thrall que não sabia quem estava enfrentando, e derrotou o andarilho em um duelo rápido. O guerreiro riu e revelou que era Orgrim Doomhammer, warchief da Horda.

Orgrimm elegeu Thrall como seu vice, e juntos planejaram o ataque aos campos humanos e ensinaram novamente para seus irmão a como lutar. Os dois, juntos de Grom, lideraram os orcs na libertação dos prisioneiros de guerra. Blackmoore caçou Thrall por todo esse tempo, até que finalmente Thrall jogou sua crescente Horda contra as forças de Blackmoore na Fortaleza de Durnholde, e derrotou ele. Mas essa batalha teve um preço, no meio da luta Orgrim Doomhammer foi morto e Thrall tomou seu lugar como Warchief da Horda.

Reunida, agora nada poderia parar a Horda. Com Thrall na liderança a Horda passaria agora pelos eventos mais recentes, que você confere semana que vem, no próximo capítulo dessa série!

Terceira Guerra
Após a grande derrota na Segunda Guerra, a Horda conseguiu se reunir novamente com um novo líder, Thrall. Unidos novamente, os Orcs agora precisariam de novos aliados e de uma nova casa, se quisessem sobreviver à um ataque da Aliança, que estava iminente. A partir de agora, a história já é bem mais conhecida pela comunidade, já que é a história contada no Warcraft 3: Reign of Chaos. A Terceira Guerra não é marcada por guerras entre Humanos e Orcs, mas sim por guerras com Humanos e Orcs lutando contra um mal maior.

Com Thrall como warchief, a Horda tomou uma posição mais passiva, evitando conflitos com a Aliança o máximo possível, durante essa época os conflitos se limitavam aos combates para libertação dos prisioneiros nos campos de concentração. E isso continuou até que um misterioso visitante, o profeta Medivh, visitou Thrall e lhe disse que seu povo encontraria uma casa para o oeste, no esquecido continente de Kalimdor.

Medivh não estava fazendo isso para salvar a Horda, seus objetivos eram muito maiores. Ele não ofereceu Kalimdor só
Medivh, o sábio profeta

Medivh, o sábio profeta

para Thrall, ele fez a oferta para vários povos, tudo na tentativa de trazer força suficiente para Kalimdor para proteger a World Tree para quando a Burning Legion chegasse. No entanto, Thrall foi um dos poucos que acreditou nos avisos de Medivh, e ele atravessou, junto com a maior parte da Horda, o mar de Azeroth. Foi durante essa viagem que ele encontrou os Trolls Darkspears e aliou eles com a Horda.

Ao chegar em Kalimdor, a Horda encontrou os taurens xamãs, liderados por Cairne Bloodhoof. Novamente, Thrall conseguiu a aliança dos Taurens com a Horda. Os Taurens precisavam de ajuda contra os centauros e os Orcs precisavam de amigos e guias nessa terra desconhecida. As duas raças viram que tinham muito em comum, exceto o fato de que os Taurens não se perderam no estudo das mágicas negras.

Após ajudar os taurens contra os centauros, Thrall e Grom se separaram durante um curto período, enquanto o clã de Grom coletavam recursos em Ashenvale Forest. Mas Grom teve uma infeliz surpresa ao começar a derrubar as árvores dessas antigas árvores, os elfos da noite estavam ali, e queriam proteger a natureza. Hellscream não recuou e enfrentou os elfos em uma luta sangrenta. Quando Hellscream estava para ser derrotado junto com sua última tropa, uma figurinha apareceu, Mannoroth o Destruídor. Secretamente Mannoroth ofereceu a Hellscream uma forma de conseguir ganhar sua verdadeira fúria e poder, o suficiente para seu povo derrotar os elfos e seu semideus Cenarius, mas para isso Grom precisaria beber de uma fonte contaminada com o sangue de Mannoroth.

Grom conhecia bem o preço de suas ações, mas eles não estava querendo ser derrotado em batalha. Ele e suas tropas beberam da fonte corrompida e foram apoderados com uma força demoníaca. Eles mataram Cenarius e vários elfos com essa fúria de raiva. Após a batalha, Mannoroth se revelou a Grom e tomou seu domínio.

Com Grom sucumbido para a Burning Legion, Medivh visitou Thrall novamente. Os Orcs de Thrall então se uniram com as forças humanas de Jaina Proudmoore a pedido de Medivh, no primeiro movimento de união de Horda e Aliança da história, e juntos eles capturaram o espírito de Grom e libertou ele de sua energia demoníaca. Thrall e Grom então saíram juntos e sozinhos atrás de vingança contra Mannoroth. Os dois derrotaram o pit lord, mas Grom sofreu um ferimento mortal ao salvar a vida de Thrall.

Thrall ficou triste com a morte de seu amigo, que para ele era como um irmão, mas ele sabia que o sacrifício do orc não poderia ser em vão. Com a Burning Legio e a Scourge tomando grande parte de Kalimdor, os orcs e os humanos se aliaram com os elfos da noite e juntos, as três forças lutaram no Monte Hyjal contra o poderoso Archimonde, Lorde da Burning Legion. Foi ali que Archimonde caiu, mas com o custo de muitas vidas de todas as raças. Com isso a Legion recuou e por um breve período de tempo, houve paz.

As várias raças da Legion

As várias raças da Legion

Durante esse período de paz, Thrall fundou a cidade de Orgrimmar, nomeado em homenagem a Ogrimm Doomhammer, nos vales de Durotar, nomeada em homenagem a seu nobre pai Durotan. Jaina e seus humanos e Malfurion e seus elfos da noite, permitiram que a Horda vivesse em paz, e pela primeira vez os taurens construíram sua cidade – Thunder Bluff em Mulgore. Mas não demorou muito para que a tensão florescesse novamente…

Almirante Daelin Proudmoore, um dos líderes da Aliança durante a Segunda Guerra, veio se encontrar com sua filha Jaina. Apesar dos protestos dela, ele lançou um ataque contra os orcs, até que Jaina foi forçada a ajudar a Horda contra seu próprio pai. Thrall honrou o sacrifício, poupando os leais à ela e sua cidade de Theramore, mas a luta provou que uma paz entre a Horda e a Aliança era impossível.

Mais e mais batalhas eclodiram, apesar dos esforços de ambos os líderes em manter suas relações diplomáticas fortalecidas. Porém, quando as nagas emergiram do mar e atacaram ambas as cidades dos orcs e dos humanos, cada lado culpou a facção oposta. E assim, as coisas só pioravam.

Enquanto isso, em Lordaeron, Sylvanas Windrunner, uma banshe e ex-General Ranger de Quel’Thalas, se livrou do controle de Arthas e criou sua própria facção, os Abandonados (Forsaken). Como a situação em Kalimdor ficava cada vez mais sangrenta, Sylvanas ofereceu uma aliança à Thrall, que aceitou de má-gosto. A união dos undeads com a Horda enfureceu ainda mais a Aliança. Enquanto Jaina ainda dava o seu melhor para parar a luta, os humanos de Stormwind tomaram frente contra a Horda novamente, e a situação piorou.

Mais tarde a Horda recebeu um novo aliado, os Elfos do Sangue, e com isso a Horda ficou dividida, entre a Horda do Leste e a do Oeste. A do Oeste, a Horda de Kalimdor, era formada de Taurens, Trolls e Orcs. A Horda do Leste era formada pelos Forsakens e pelos Elfos do Sangue.

As relações entre esses dois grupos não era cordial. Os orcs, taurens e trolls não confiavam nos undeads. Muitos viam os Forsakens como traídores, que se ficavam como aliados enquanto secretamente tinha seus próprios objetivos individualistas. Os elfos do sangue que usavam poder do fel, ofendiam os sensos espirituais dos Taurens, além do que os orcs, taurens e trolls desconfiavam do vício dos elfos do sangue, que os deixavam parecidos com amadores. Os orcs sempre viram nos elfos, seu próprio passado que resultou em uma completa corrupção.Enquanto os elfos acham o resto da Horda bárbaros, que não são espertos o suficiente para aproveitarem o poder que lhes é dado, especialmente os orcs que não conseguiram controlar o poder dado pelos demônios.

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